PLANETA ZINE
A revista dA SAÚDE DO Squash
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Quase um deserto
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Remédios para emagrecer contêm substância perigosa
Presente em quase todos os remédios para emagrecimento receitados no Brasil, o tiratricol é uma substância extremamente perigosa para a saúde. Proibido nos Estados Unidos e em muitos países europeus por causar efeitos colaterais que podem levar à hipertensão e até a um ataque cardíaco, os medicamentos com tiratricol são regularmente prescritos por endocrinologistas brasileiros. O alerta foi enviado pelos pesquisadores Otávio Nóbrega e Margô Karnikowski à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no mês de maio.
O tiratricol é um hormônio sintético que possui a mesma função da glândula tireóide, induzir a quebra da gordura e acelerar o metabolismo. Nóbrega alerta que a tireóide já produz exatamente a quantidade saudável de hormônios necessária ao bom funcionamento do corpo humano. A ingestão do tiratricol causa uma taxa elevada de hormônios, que prejudica muito o organismo - pode causar náuseas, vômitos, febre, taquicardia e diarréia.
"A pessoa que toma o tiratricol emagrece, mas é um emagrecimento patológico, que faz muito mal à saúde", explica Nóbrega. Os benefícios conseguidos com o medicamento são muito pequenos se comparados aos riscos. A substância também está presente em muitos suplementos alimentares consumidos por esportistas e fisiculturistas.
No entanto, existem casos nos quais o tiratricol pode trazer benefícios à saúde, como no tratamento do câncer da tireóide. Por isso, os pesquisadores acreditam que a substância só deve estar presente em medicamentos de uso essencialmente hospitalar. "O tiratricol jamais pode ser usado para o emagrecimento, mesmo com prescrição médica", afirma Nóbrega. Ele lembra que não existe uma "pílula mágica" e que nenhum remédio é efetivo para o emagrecimento sem uma alimentação balanceada e exercícios físicos regulares.
Os pesquisadores também alertaram para a facilidade com que remédios são comprados no Brasil. "Todos os remédios que contém tiratricol são tarja vermelha, ou seja, só podem ser comprados com receita médica. Mas conseguimos comprar todos eles facilmente, até mesmo pela internet", conta.
Fonte: Galileu.globo.com
Interessante !
Alimentação Saudável
Quem nunca ouviu dizer que tomate ajuda na prevenção do câncer de próstata ou que comer fígado é bom contra a anemia? A sabedoria popular está repleta de receitas terapêuticas que buscam nos alimentos a fonte de cura para os males que afetam a humanidade. Mas afinal, cientificamente há alguma prova de que o senso comum está certo?Os Professores Hércules Menezes (USP) e Eveline Bertola (Unicamp), reuniram as pesquisas mais importantes realizadas no mundo? e que tiveram a aprovação da Organização Mundial de Saúde (OMS)
IOGURTE - Contém um antibiótico natural que bloqueia a atividade da bactéria causadora da úlcera de estômago. Assim como o leite, ajuda a fortalecer ossos e dentes, combatendo ainda a osteoporose. Os desnatados são recomendados ainda para a prevenção do diabetes. Eles ajudam no controle da pressão arterial, diminuindo o risco de problemas cardíacos. O consumo de iogurtes não deve ser exagerado. Em excesso, pode causar pedras nos rins.
QUEIJO - Derivado do leite, em sua fabricação são adicionadas bactérias que atuam no organismo para melhorar o funcionamento do sistema imunológico. Como é rico em cálcio, também fortalece ossos e dentes. Os queijos brancos são recomendados para a prevenção do diabetes. Também ajudam no controle da pressão arterial.
LEITE DE SOJA - Rico em cálcio e vitamina E, reforça as defesas do organismo. Faz bem ao fígado e à pressão arterial. Fortalece dentes e ossos, prevenindo ainda a osteoporose. Quem tem problemas nos rins, não deve tomar.Auxilia na redução da pressão arterial e evita a formação de pedras nos rins.
ABACAXI - Facilita a digestão, sobretudo de proteínas. Ajuda ainda no controle da pressão sanguínea e na eliminação de toxinas. Também deixa o corpo mais resistente contra gripes e resfriados. Devido à acidez, deve ser evitado por quem sofre de úlcera e gastrite.
BANANA - É indicada para quem sofre de úlcera e gastrite devido a seu teor elevado de amido. Contém zinco, betacaroteno e vitaminas B, B6, C e E que melhoram a saúde dos olhos e o funcionamento do sistema imunológico. Está ainda associada à prevenção de cânceres e diabetes. Só um detalhe: consumida em excesso, prende o intestino.
MAÇÃ - Ajuda na calcificação de ossos. Possui fitoquímicos, substâncias naturais que na corrente sangüínea se encarregam de levar o colesterol ruim para órgãos secretores. Consumida em excesso, deixa o intestino preso.
LARANJA - Indicada para quem tem anemia porque facilita a absorção do ferro pelo organismo. Contém zinco, betacaroteno e vitamina E que fortificam a saúde dos olhos. Consumida em excesso, pode soltar o intestino. Devido à acidez, deve ser evitada por quem sofre de úlcera e gastrite. Quem tem problemas renais deve dobrar a atenção: a laranja possui oxalato, que está relacionado à formação de pedras.
MAMÃO - Combate a anemia, porque ajuda o organismo a absorver mais ferro. Colabora com o bom funcionamento dos intestinos, facilitando a digestão, principalmente de proteínas. Mas um alerta: em excesso, pode soltar o intestino.
ALFACE - Contém fibras que regulam o intestino. Rica em água, hidrata o organismo. Ajuda ainda na prevenção do câncer e diabetes.
BRÓCOLIS - Ajuda o organismo a absorver mais ferro, evitando anemia. Rico em cálcio e magnésio, fortalece dentes e ossos, prevenindo a osteoporose. Possui antioxidantes que melhoram o funcionamento do sistema imunológico. Age ainda no controle da pressão arterial e na eliminação do oxalato, substância relacionada à formação de pedras nos rins. Mantém o bom funcionamento dos intestinos e contribui com a prevenção de câncer e diabetes.
CENOURA - Tem zinco, betacaroteno e vitaminas A, C e E que fortalecem o sistema imunológico e garantem a capacidade de visão.
COUVE - Possui mucilagem, substância que protege a parede do estômago. Por isso é recomendada para quem sofre de problemas como úlcera e gastrite. Contém ainda ferro, magnésio e betacaroteno que fortalecem ossos e o sistema imunológico, ajudando no combate à anemia e à osteoporose. Está associada à produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar. Rica em vitaminas B, C e E garante o bom funcionamento da visão e a recuperação depois de gripes e resfriados. O consumo deve ser limitado por quem tem doenças hepáticas.
ESPINAFRE - Contém ferro, betacaroteno, zinco e vitaminas C e E que fortalecem o sistema imunológico, melhoram a visão e combatem a anemia. Ajuda na produção de serotonina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar. Não é recomendado para quem tem problemas de fígado ou rins.
ARROZ - Possui magnésio e citrato que ajudam a remover do organismo o oxalato, substância que provoca a formação de pedras nos rins. Como também é rico em amido, recomenda-se para quem sofre de problemas gástricos, como úlcera. A ingestão aumenta os níveis de serotonina, hormônio que dá sensação de bem-estar.
FEIJÃO - Eficaz no combate à anemia. Fortalece ossos e dentes, prevenindo a osteoporose. Ajuda a manter a pressão arterial sob controle e melhora o funcionamento do sistema imunológico. A ingestão aumenta os níveis de serotonina, hormônio que dá sensação de bem-estar. Alerta: há restrições para quem tem problemas de fígado.
SOJA - Rica em cálcio e vitamina E, faz bem para o fígado e deixa o sistema imunológico mais fortalecido. Ajuda ainda no controle da pressão arterial. Aumenta a calcificação de ossos e dentes, prevenindo a osteoporose. Há restrições para quem tem problemas renais.
OVO - Combate a osteoporose, melhora a visão e evita problemas bucais, principalmente a gengivite. Como aumenta o nível de colesterol do sangue, deve ser consumido com moderação. O limite gira em torno de 1,5 gema por dia para quem leva uma vida sedentária. Esta restrição também vale para quem sofre de diabetes. Pessoas que têm problemas de fígado (hepatite, por exemplo) devem evitar ovos.
AVES - Possuem uma quantidade pequena de gordura e liberam pouco colesterol ruim na corrente sanguínea durante a digestão. O consumo moderado é, portanto, mais saudável que o das carnes vermelhas. Entretanto, possui pouco ferro, ajudando menos no combate à anemia. Comer demais acentua o risco de doenças como o câncer.
EMBUTIDOS - O consumo exagerado de presunto, salame, mortadela e outros embutidos pode causar pressão alta. Isso devido à alta concentração de sódio usada no processo de conserva.
PEIXE - Os mais magros, como a pescada e o bacalhau, ajudam a remover o oxalato, uma substância que em acúmulo no organismo provoca cálculos renais. Salmão, truta e demais espécies oleosas facilitam a absorção do cálcio, prevenindo a osteoporose. Há restrições no consumo para quem produz muito ácido úrico.
BOVINA - Recomenda-se consumir, no máximo, 80 g por dia. Caso contrário, funcionará como fator de risco para doenças cardíacas, câncer, diabetes e cálculos renais. Com moderação, ajuda a combater a anemia, a fortalecer o sistema imunológico do organismo e aumentar a capacidade respiratória.
AZEITE DE OLIVA - Dentre seus vários nutrientes, destaca-se o ômega-3, um ácido capaz de transportar o colesterol ruim da corrente sangüínea para o fígado, onde é quebrado evitando a formação de placas nas artérias. Ajuda, portanto, a baixar os riscos de doenças cardiovasculares, como o infarto. Não é recomendável o consumo em excesso.
ÓLEO VEGETAL - Ricos em vitamina E, ajudam a fortalecer o sistema imunológico. Mas isso só vale para os óleos fabricados sem refinamento? processo que deixa um óleo mais estável. No mercado, eles são conhecidos por CIS. O consumo exagerado leva à formação de colesterol na corrente sangüínea, causando problemas cardiovasculares.
ÓLEO DE SOJA - O consumo em excesso libera colesterol ruim na corrente sanguínea, aumentando os riscos de problemas cardiovasculares.
SAL - Em excesso, o sódio nele existente causa pressão alta àqueles que já têm pré-disposição.
ALHO - Têm baixo valor nutritivo, mas são muito ricos em flavonóides, substâncias que ajudam a reduzir a taxa de colesterol ruim do sangue.
CEBOLA - Têm baixo valor nutritivo, mas são muito ricos em flavonóides, substâncias que ajudam a reduzir a taxa de colesterol ruim do sangue.
AMENDOIM - Rico em oxalato, substância que causa pedras nos rins, deve ser consumido com moderação, ainda que ofereça nutrientes que ajudam no bom desempenho mental.
BARRA DE CEREAIS - Garantem o bom funcionamento dos intestinos devido à quantidade de fibras.
BISCOITO DOCE - É uma bomba. Combina gordura e açúcar, dois nutrientes difíceis de digerir e que, consumidos em excesso, vão parar direto na corrente sanguínea na forma de colesterol ruim? que provoca doenças cardiovasculares.
CHOCOLATE - Possui alcalóides, um estimulante natural. Há estudos mostrando que melhora o humor e a concentração. O consumo exagerado causa um efeito contrário, levando à ansiedade e aumentando a pressão arterial. Pode causar dependência, provocar dor de cabeça, cansaço e depressão (em caso de abstinência). Há restrições para quem tem problemas digestivos e renais.
SALGADINHOS (BISCOITO) - Combinação explosiva. Feitos à base de gordura e sal, vão parar na corrente sangüínea na forma de colesterol ruim sempre que consumidos em excesso. E isso é um passo para aumentar os riscos de adquirir problemas cardíacos.
ADOÇANTE - Contém grande quantidade de nitrito, que pode causar enxaqueca em quem já sofre com o problema.
AÇÚCAR - A queima vira energia para ser usada nas atividades do dia-a-dia. O problema é que, ao abusar, as pessoas criam estoques energéticos que acabam se transformando em gordura localizada, principalmente na região da barriga. E, como se sabe, este é um passo rumo à obesidade, fator de risco de doenças cardiovasculares e do diabetes.
PÃO - Tem serotonina, hormônio que dá sensação de bem-estar. Alguns pães, ricos em nitrito, podem provocar crises de enxaqueca em pessoas que já sofrem com o problema. Pães integrais ajudam no bom funcionamento dos intestinos.
MACARRÃO - Tem serotonina, hormônio que dá sensação de bem-estar. As massas integrais ajudam a regular o funcionamento dos intestinos.
ÁGUA - Age na eliminação de toxinas do organismo e evita a formação de pedras nos rins. Detalhe: para isso, é preciso tomar pelo menos dois litros diariamente.
CERVEJA - Beber com moderação ajuda a vesícula a liberar a bile, líquido que quebra as moléculas de gordura no organismo. Pessoas que sofrem de enxaquecas ou produzem grande quantidade de ácido úrico devem evitar a bebida. O excesso causa problemas no fígado e estômago (gastrite, por exemplo).
REFRIGERANTE - O gás faz mal para a mucosa estomacal. Pode provocar gastrite, e em casos mais avançados, até úlceras.
VINHO - Os flavonóides presentes nas uvas vermelhas ajudam a reduzir a taxa de colesterol ruim do sangue.
Maconha pode elevar riscos de distúrbios mentais
O uso freqüente de maconha por um longo período – desde a adolescência até idade
adulta, por exemplo – pode aumentar a propensão a distúrbios mentais, como
depressão e esquizofrenia. A conclusão foi publicada na revista científica
"British Medical Journal". A pesquisa também mostrou que quanto maior a
exposição à droga, maior a gravidade do problema.
Participaram do levantamento 1.037 pessoas, nascidas em 1972 e 1973. Os
cientistas constataram que os indivíduos que usaram cannabis na adolescência
eram quatro vezes mais propensos a sofrer problemas psiquiátricos quando adultas
do que as que não usaram.
Outros levantamentos também chegaram a conclusões parecidas. Pesquisadores
suecos avaliaram 50 mil voluntários, nos quais o consumo de maconha elevou o
risco de esquizofrenia em 30%. Um estudo publicado na revista do Instituto de
Pesquisa Infantil Murdoch, na Austrália, mostrou que meninas adolescentes que
usam a droga freqüentemente são mais propensas a depressão e ansiedade.
Apesar de ainda não conseguirem explicar por que a maconha aumenta a propensão à
esquizofrenia e à depressão, os pesquisadores suspeitam que a droga afete a
função da dopamina no cérebro – neurotransmissor associado à sensação de prazer
e bem-estar. A maconha parece desencadear a esquizofrenia em pessoas
predispostas à doença e exacerbar seus sintomas.
Na internet:
Fonte: Galileu
Confira uma relação de tratamentos para o corpo
da
Folha de S.Paulo
Bandagem ou body wrap (ma/es)
As áreas do corpo com gordura localizada são enfaixadas com gaze embebida em
solução crioterápica, à base de cânfora, o que abaixa a temperatura da região,
causando vasoconstrição. O corpo reage gerando vasodilatação. Segundo
fisioterapeutas da Onodera, esse contraste de temperatura aumenta a circulação e
o metabolismo, fazendo o corpo gastar calorias.
Pedras frias (ma/re)
Indicada para depois de atividade física intensa, usa pequenos pedaços de
mármore polido e resfriados no gelo. A pedra é pressionada sobre o corpo, pelo
qual desliza, para aliviar dores e tensões musculares. Segundo Ana Flores,
gerente do Amanary, o gelo associado à pressão da massagem tem ação
antiinflamatória, recuperando o músculo estressado.
Drenagem linfática (ma/es)
Quem fica muito tempo sentado, ingere gorduras e açúcares em excesso ou retém
líquido com facilidade pode acumular toxinas e ficar inchado, principalmente nas
pernas. Com toques suaves e precisos em pontos estratégicos, a massagem melhora
a circulação da linfa (líquido que corre pelos vasos linfáticos), aumentando o
metabolismo, a oxigenação das células e a eliminação de toxinas. Indicada para
celulite e pós-operatório de cirurgia plástica.
Eletroestimulação (el/es)
É o uso de diferentes tipos e potências de corrente elétrica transmitidas para o
corpo por pequenos eletrodos que são colocados na região para cumprir três
funções: estimular os músculos, quebrar células de gordura e ativar a produção
de colágeno e elastina da pele. Segundo a esteticista Netti Nogueira, da Ego, 30
min de eletroestimulação correspondem a 600 abdominais. "Esse tratamento não dá
condição de resistência ao corpo, somente traz beleza", explica Nogueira.
Endermologia ou endermoterapia (me/es)
Indicada para celulite, gordura e inchaço. Um aparelho com dois roletes puxa a
pele e desliza sobre a pele da pessoa que usa um macacão de meia fina como
proteção. Esse movimento pode ajudar na drenagem dos líquidos do corpo,
melhorando ainda a circulação sanguínea e oxigenação das células. Segundo Netti
Nogueira, da Ego, o movimento de sucção pode ativar a produção de colágeno,
substância responsável pela elasticidade da pele.
Hot stone ou pedras quentes (ma/re)
Depois de espalhar óleo aromático sobre o corpo do cliente, a terapeuta desliza
seixos rolados aquecidos em água quente e faz movimentos circulares e lentos,
reforçando a massagem nas regiões mais tensas. Enquanto isso, algumas pedras
ficam posicionadas nos chamados chacras, partes do corpo consideradas pontos de
energia pela medicina oriental. O peso, o calor e a textura da pedra garantem
sensação de conforto e estimulam os pontos de energia, relaxando mais o corpo.
São dezenas de formatos e tamanhos diferentes de pedra, especiais para cada
parte do corpo.
Infravermelho longo, invel ou photon dome (el/es)
Deitada em uma espécie de cápsula fechada, em que apenas a cabeça fica para
fora, a pessoa recebe o calor do infravermelho. Isso aumenta a temperatura do
local e faz a pessoa transpirar, eliminando líquidos. Indicada para tratar o
tipo de celulite com nódulos inchados.
Massagem redutora ou modeladora (ma/es)
Objetivos: reduzir as medidas e definir as formas de quem tem acúmulo de gordura
localizada. Nessas áreas, a terapeuta faz movimentos vigorosos com a mão aberta
e fechada na tentativa de dissolver a gordura. Um possível desconforto da
massagem depende da sensibilidade de cada um e também do terapeuta.
Mesoterapia sem agulha (me/es)
Indicada para celulite e gordura localizada, a técnica usa ultra-som de baixa
freqüência e medicamentos em forma de gel ou creme com substâncias capazes de
ativar a circulação e quebrar as células adiposas. A vibração do ultra-som e o
aquecimento da região ajudam o medicamento a penetrar.
Mesoterapia (me/es)
Técnica de injeção de medicamento indicada para casos avançados de celulite.
Considerado um método invasivo, só pode ser feito por médico. "As substâncias
injetadas na área de gordura localizada são uma mistura de agentes
antiinflamatórios e lipolíticos, capazes de desmanchar a gordura, e agentes
venotônicos, que ativam a circulação", explica Valcenir Bedin, presidente da
Sociedade Brasileira de Medicina Estética. Juntos, pretendem ativar o
metabolismo e a circulação e quebrar as células adiposas. Antes de optar pela
técnica, é fundamental passar por uma consulta médica para saber se o tratamento
é necessário para seu caso, quais substâncias serão injetadas e se você
apresenta algum tipo de alergia a elas.
Pressoterapia ou pressor (me/es)
Indicada para inchaço e celulite, essa massagem é a versão mecânica da drenagem
linfática. O paciente fica parecendo um astronauta, com uma "roupa"que infla e
desinfla. A pressão interna do ar movimenta as regiões a serem tratadas.
Termoterapia, thermojet ou termoderm (el/es)
Passa-se gel nas áreas a serem tratadas, normalmente pernas, glúteos e abdômen,
as quais são enroladas com filme plástico e depois cobertas com placas de
aquecimento. O princípio: aquecimento local para que o gel, capaz de ajudar a
ativar a circulação, penetre na pele com mais facilidade.
Ultra-som (me/ es)
O aparelho emite ondas sonoras não-audíveis, mas com efeito antiinflamatório,
graças ao calor que alcança a camada mais profunda da pele, a hipoderme, sem
queimá-la. Indicada em casos de inflamação, como a celulite. Deitada, a paciente
recebe uma camada de gel, que funciona como condutor das ondas do ultra-som.
Daí, um pequeno aparelho com um cabeçote de metal na ponta é passado sobre o
corpo da paciente. A corrente de ondas contínuas emitidas vibra e aquece as
células adiposas, tratando a inflamação da celulite.
*As siglas que aparecem ao lado de cada terapia identificam se
ela é manual (ma), mecânica (me), elétrica (el) e se a sua finalidade é estética
(es) ou relaxante (re).
Clínicas consultadas
Amanary Spa (Grand Hyatt):
tel. 0/xx/ 11/ 6838-3300
Kyron:
tel. 0/ xx/11/3095-3000
Estética Onodera:
tel. 0/xx/ 11/3262-4249
Ego Corporal:
tel. 0/xx/11/ 3063-0180
Mizuki:
tel. 0/ xx/11/3849-0433
Saiba qual é o consumo ideal de vitamina C
ANDRÉA
GALANTE
colunista da Folha Online
A falta de vitamina C nos alimentos consumidos na Idade Média causou uma
epidemia de escorbuto, cujos principais sintomas são sangramento da gengiva,
dentes soltos, hemorragias, juntas dolorosas e feridas que não cicatrizam.
O ácido ascórbico, conhecido como vitamina C, é um nutriente que precisa ser
consumido por meio da alimentação ou de medicamentos, já que nosso organismo não
o produz. Segundo Linus Pauling, que ganhou duas vezes o prêmio Nobel, a
vitamina C é um micronutriente que participa de quase todas as reações químicas
que ocorrem em nosso organismo, sendo fundamental em muitas delas.
Além de prevenir o aparecimento do escorbuto, esse nutriente é um poderoso
antioxidante, fundamental na absorção e metabolismo do ferro. É importante
também para no sistema nervoso, na função imune e na doença cardíaca. O consumo
de frutas e vegetais com vitamina C auxiliam ainda na prevenção de pressão alta.
Para prevenir e não apenas evitar doenças, há novas recomendações para o consumo
de vitaminas e minerais. As quantidades diárias são indicadas para reduzir o
risco das doenças crônicas não-transmissíveis.
A ingestão dietética recomendada para os adultos varia de 75mg a 90mg por dia e
o máximo tolerável de ingestão é de 2.000mg por dia. Para ter uma idéia de como
elaborar seu cardápio, veja uma lista com alguns alimentos e sua respectiva
quantidade de vitamina C. Consuma esses alimentos, mas não abuse! Tudo deve ser
consumido na medida certa.
Até a próxima semana!
|
Alimento |
Vitamina C (mg) |
|
morango (1 xícara) |
112 |
|
mamão (1 xícara) |
92 |
|
kiwi (1 fruta média) |
98 |
|
laranja (1 fruta média) |
85 |
|
suco de laranja (1 copo de 200ml) |
100 |
|
suco de acerola (1 copo de 200ml) |
167 |
|
tomate (1 médio) |
30 |
|
abacaxi (1 fatia média) |
25 |
|
repolho (½ xícara) |
32 |
|
melão (1 fatia média) |
20 |
Folha On Line
Pesquisa refuta efeito da cafeína sobre a pressão alta
Pesquisadores suíços descobriram que, ao contrário do que se imaginava, a
cafeína pode não ser responsável por alguns efeitos nocivos do café no corpo
humano. Outros ingredientes presentes na composição do café podem ser
responsáveis por sintomas como o aumento da pressão sangüínea e a maior
atividade do sistema nervoso, segundo uma pesquisa publicada na revista 'Circulation',
da Associação Americana do Coração.
O grupo de pesquisadores, liderados pelo cardiologista Roberto Corti, do Hospital Universitário de Zurique, analisou a pressão sangüínea, batimentos cardíacos e respostas do sistema nervoso simpático (que ajuda a regular os batimentos cardíacos) de 15 voluntários - 6 deles consumidores habituais de café e 9 abstêmios ou consumidores esporádicos da bebida.
Os voluntários tomaram cafés normais e descafeinados, e receberam injeções intravenosas de cafeína ou placebo. E, ao contrário do que se esperava, quem sofreu com aumento da pressão sangüínea - independentemente do tipo de café ingerido - foi o grupo de consumidores esporádicos.
Segundo Corti, o grupo de consumidores habituais pode ter desenvolvido uma tolerância aos efeitos do café que não tem relação aparente com a cafeína - uma vez que a ativação do sistema nervoso simpático foi notada nos dois grupos quando os voluntários receberam a substância por via intravenosa e quando ingeriram cafés normais. 'A segurança cardiovascular do café continua controversa', ele explica.
Corti diz que ainda é preciso descobrir se pessoas com hipertensão devem ser aconselhadas a evitar café descafeinado tanto quanto o café normal. A Associação Americana do Coração acredita que o consumo moderado de café (até duas xícaras por dia) não parece ser prejudicial.
Folha On Line
Rapadura: Energético natural
O sol a pino queima sem dó, a vegetação reclama por água e
poeira vermelha sufoca a garganta. Enquanto isso, o sertanejo sai em busca do
gado e de água pelos campos secos, durante horas e até dias inteiros. Na
bagagem, leva um tijolo de rapadura e, com sorte, um punhado de farinha. O
açúcar da cana repõe a energia perdida depois de longas caminhadas. Assim é lá
no Nordeste do país, mas em outras terras desse mesmo mapa, atletas aprenderam a
lição que vem da seca e da pobreza. Gente sarada, malhada e com dinheiro no
bolso para pagar academias e escolas de esporte também levam na mochila um naco
do doce. Como a gente do Sertão, eles garantem, por causa da rapadura, mais
energia e disposição na hora de suar.
Cresce no meio esportivo o uso da rapadura como energético natural. Horas antes dos treinos ou depois de uma exaustiva atividade física, eles dispensam as bebidas e complementos industrializados. Optaram pelo rústico e saboroso melado da cana-de-açúcar. Munidos de torrões, seguem firmes durante horas de malhação, natação, remo ou pedalam por muitos quilômetros com muito pique. Garantem que o segredo está nela.
De fato, em cada 100 gramas do doce tem-se de 72 a 78 miligramas de sacarose, o que pode ser interpretado como sinônimo de energia para os músculos. ‘‘O açúcar é a pilha que o organismo precisa durante os processos metabólicos’’, explica o nutricionista esportivo Leonardo Costa. Quer dizer, para manter o ritmo das atividades, o corpo pede um combustível e o principal deles é o açúcar. ‘‘O organismo queima gordura a partir de uma chama de carboidrato (açúcar)’’, acrescenta Leonardo.
Na dose certa, o resultado não podia ser outro que não um corpinho saudável e em forma. Se a rapadura é tão boa, o mesmo não se pode dizer do açúcar branquinho e refinado que vai parar na mesa. Os grãos industrializados carregam na composição 99,6mg de sacarose (uma molécula de frutose combinada com a de glicose) para cada 100 gramas do produto e nada mais. A concorrente nordestina é muito mais incrementada. Na fórmula, contêm boas doses de cálcio, essencial para fortalecer dentes e ossos; e grande quantidade de magnésio, importante para o sistema nervoso, além de estimular várias enzimas do organismo. Sem esquecer do sódio, ferro e dez tipos de vitaminas contidas na barra de cor marrom, natural e sem os aditivos químicos do açúcar refinado.
O professor de remo Irapuã do Nascimento, 24 anos, não dispensa as calorias benfeitoras da guloseima dos engenhos. Submetido a seis horas diárias de trabalho e a duas horas de remadas nos treinos, o corpo do remador precisa de uma força a mais para suportar o esforço. ‘‘Comecei a comer rapadura por causa da necessidade de repor as energias depois das atividades’’, comenta o professor. Para garantir as doses extras de açúcar, mantém no box do clube em que dá aula, bons pedaços da rapadura. ‘‘Quando não como, sinto falta. Pode até ser psicológico, mas você não rende a mesma coisa durante o dia’’, conclui Irapuã.
Apesar de o efeito da ingestão do doce não ser tão imediata e nem tão visível no organismo, é possível garantir que ele age nas moléculas, sim. O sódio (de 19 a 30 mg) e potássio (de 10 a 13 mg) da rapadura são importantes para repor as perdas do suor. Além disso, é essa combinação de sais minerais que garante a contração dos músculos. Na falta deles, o resultado é fadiga e pouca disposição para fazer exercícios. O ferro livra o atleta da anemia e o cálcio (de 40 a 100 mg) se transforma em força para os ossos.
Hora certa
Mesmo com certificado de qualidade, o consumo da rapadura, no entanto, tem
algumas contra-indicações. Os especialistas, por exemplo, não recomendam a
ingestão imediatamente antes dos treinos. ‘‘Para digerir a rapadura, o organismo
libera uma grande quantidade de insulina, que leva a glicose para as células
musculares. Associada à intensa atividade física, a falta de açúcar no sangue
pode levar ao quadro de hipoglicemia e fraqueza’’, alerta o Adauto Pulcinelli,
professor da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília (UnB).
O ideal, segundo Pulcinelli, é consumir o energético natural cerca de duas horas antes da labuta ou logo após a prática do esporte. ‘‘Para repor as perdas das atividades, o atleta precisa consumir bastante água e se alimentar de carboidratos. É nessa hora que entra a rapadura’’, ensina o professor. Mas é importante estar atento, pois o tiro pode sair pela culatra. O esportista que abusar da iguaria pode acabar consumindo uns quilos a mais. Na balança, é preciso não errar nos cálculos: calorias consumidas, sempre equivalente àquelas gastas.
Rica em minerais e vitaminas
Em cada 100 gramas de rapadura são encontrados:
MINERAIS
Potássio — 10 a 13mg
Cálcio — 40 a 100mg
Magnésio — 70 a 90mg
Fósforo — 20 a 90mg
Sódio — 19 a 30mg
Ferro — 10 a 13mg
Manganês — 0,2 a 0,5mg
Zinco — 0,2 a 0,4mg
Flúor — 5,3 a 6,0mg
Cobre — 0,1 a 0,9mg
VITAMINAS
A, Betacaroteno, B1, B2, B5, B6, C, D2, E, PP
PROTEÍNAS
280mg
Fonte: Correio Web
Excesso de exercício desestabiliza o corpo
Chamada de overtraining,
síndrome que atingia somente atletas chega às academias de ginástica e afeta até
crianças
ANTONIO ARRUDA
O sujeito malha, malha, malha e não percebe ganho de massa muscular nem aumento
da resistência cardiovascular. Decide então, como manda o senso comum, aumentar
a dose de exercícios: dobra a carga dos pesos, corre na esteira uma hora em vez
de 30 min e investe em uma nova atividade para incrementar a rotina, como aulas
de natação. Eis aí o primeiro -e principal- sinal de que o sujeito está
apresentando um quadro de overtraining.
Até cinco anos atrás, essa era uma síndrome característica de atletas
profissionais. Agora, alertam médicos do esporte, ela surge nas academias,
atingindo alunos viciados em malhação, corredores amadores e até crianças. O
mecanismo do overtraining -ou excesso de treinamento- é um círculo vicioso. O
primeiro sintoma é a falta de rendimento no exercício, causada por um excesso de
treinamento, que, por sua vez, leva ao aumento da prática de atividades físicas.
"Ao perceber que não está obtendo o resultado desejado, a pessoa acredita que é
porque está malhando pouco e aumenta a dose, quando deveria descansar", explica
Fernando Torres, médico do esporte da Unifesp e da Fórmula Academia.
Intensificando o treinamento, a pessoa começa a sentir os outros sintomas do
overtraining. Eles vão de aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos
a insônia, irritabilidade e queda do sistema imunológico, diz Fernanda Rodrigues
Lima, médica do esporte do HC e da academia Bio Ritmo (confira a lista dos
sintomas na pág. "A situação é muito preocupante. Com o "boom" de academias,
praticar exercício virou uma febre, e as pessoas estão se exercitando mais do
que devem; estão pecando pelo excesso", afirma João Gilberto Carazzato, médico
do esporte do Hospital das Clínicas de São Paulo. "Seis em cada dez
freqüentadores de academia tiveram, têm ou terão overtraining", estima o
personal trainer Isaías Gonçalves Rodrigues, que mantém uma equipe de 64
professores em oito academias de São Paulo. A biomédica Carolina Rivolta Ackel,
da Unifesp, por meio de pesquisa realizada com 413 freqüentadores de 17
academias de São Paulo, identificou que a média de tempo passado nas academias é
de 11 horas por semana. O Colégio Americano de Medicina Esportiva -autoridade na
definição de parâmetros para a prática de atividades físicas- estabelece o
máximo de cinco horas de exercícios por semana. Cair na armadilha do
overtraining é muito mais fácil hoje do que há dez anos. A pessoa que treina
desatinadamente já carrega o estresse do dia-a-dia -no trabalho, em casa ou no
trânsito da rua, dormindo mal e nem sempre se alimentando como deveria. Assim, o
exercício, que deveria funcionar como válvula de escape, acaba virando um fator
a mais de estresse, diz Paulo Zogaib, fisiologista do movimento da Unifesp.
Descanso fortalece músculo
Descansar não é importante só para a mente, mas para os músculos. O descanso
deve ser de no mínimo 24 horas após a prática intensa de exercícios, diz Zogaib.
E é justamente durante o descanso que a musculatura se fortalece. Não respeitar
essa exigência do organismo causa uma pane no sistema nervoso simpático, o qual
é ativado quando o corpo precisa reagir a algum estímulo externo. Quando se
pratica exercício, o simpático libera adrenalina e noradrenalina, que aumentam a
freqüência cardíaca e respiratória, por exemplo. Quando a pessoa pára, entra em
ação o sistema parassimpático, que vai causar o efeito oposto, de relaxamento e
descanso. "A vítima de overtraining mantém uma estimulação persistente do
simpático. Com o tempo, mesmo em repouso, o sistema continua ativo, daí os
sintomas da síndrome", explica Zogaib.
Versão over use
Às vezes, o problema não é o excesso de exercícios puro e simples, mas a
repetição exagerada sobre uma única estrutura do corpo -o chamado over use,
espécie de overtraining concentrado em uma parte do corpo. "As aulas de step,
com seus exercícios repetitivos, por exemplo, podem causar fratura de estresse,
que acontece quando um ponto específico do osso vai perdendo consistência até
que sofre uma fratura", explica o personal trainer Clóvis Pereira Júnior, 28. As
mulheres tendem a apresentar over use no membros inferiores, e os homens, nos
superiores.
Crise de abstinência
Nem sempre é fácil diagnosticar a síndrome, já que os sintomas podem ser muito
variados e não costumam ser associados à prática de atividade física. "A pessoa
não imagina que está gripada, por exemplo, porque sua imunidade caiu em função
do excesso de atividade física", diz Lima. Quando se excede nos exercícios e
apresenta pelo menos dois sintomas, a pessoa entra para o grupo de risco, dizem
os especialistas.
Para sair de um quadro de overtraining, é preciso suspender a malhação, o que
significa deixar de se valer dos benefícios da endorfina, substância liberada
durante a prática de exercícios e que causa sensação de prazer.
"A pessoa passa por um estresse psíquico muito forte, por uma de crise de
abstinência, ficando irritada, nervosa e ansiosa", diz Carazzato. E as
providências devem ser tomadas logo que identificados os primeiros sintomas. "Se
detectada no início, com duas semanas de repouso a pessoa pode se recuperar. Se
o quadro se torna crônico, pode levar seis meses até poder voltar aos
exercícios", explica Ackel. Confira na página 8 teste desenvolvido por médicos
da Unifesp, a pedido do Folha Equilíbrio, que ajuda a identificar sinais e
sintomas do overtraining.
Sintomas da síndrome
* Queda no desempenho, ou seja, os exercícios não surtem efeito.
* Queda na imunidade, tornando o organismo suscetível a doenças.
* Fadiga; em vez de animado, a pessoa fica prostrada.
* Insônia ou noite mal dormida.
* Alteração no apetite (passar a comer demais ou muito pouco).
* Lesões musculares e fraturas de estresse.
* Irritabilidade, ansiedade, agressividade e nervosismo.
* Aumento na pressão arterial e na freqüência cardíaca.
* Ausência de menstruação (amenorréia), que pode durar meses.
O que evita
* Exercitar-se por, no máximo, cinco vezes por semana, uma hora por dia.
* Respeitar o tempo de recuperação do corpo: no mínimo, 24 h entre um dia de
exercício e outro.
* Manter a freqüência ideal de batimentos cardíacos segundo a idade, o peso e o
condicionamento.
* Variar o tipo de exercício, intercalando aeróbicos e anaeróbios, e evitar
repetições.
* Manter alimentação equilibrada e evitar dietas radicais.
* Para os novatos: começar em ritmo lento.
Com a corda toda Após um período longe da musculação,
a dentista Cláudia Rodrigues, 33, retomou a atividade "com a corda toda". De
segunda a sábado, durante duas horas seguidas, fazia esteira, bicicleta,
levantava peso... "Para complementar, resolvi fazer natação." Mas, como "os
exercícios não rendiam", aumentou a carga dos pesos. Um dia, nadando, sentiu uma
"dor insuportável no braço": era lesão no ligamento do ombro, provocado por
overtraining, o qual já vinha causando insônia. "Fiquei um mês de "molho",
fazendo fisioterapia, e só agora retornei, sem os exageros de antes."
Febre no step "Às vezes, eu me sentia mal na esteira,
parecia que ia desmaiar, mas falava para mim mesma que ia agüentar mais cinco
minutos", diz a personal trainer Maria Isabel de Lara Campos, 28. Na época, ela
cursava a faculdade de educação física e treinava sete dias por semana, às vezes
oito horas seguidas. "Eu corria, pedalava, fazia musculação, step, e não havia
ninguém me acompanhando", diz, que chegou a ir à academia com febre. "Fiquei com
o sistema imunológico debilitado e acabei no médico. Fui obrigada a parar, hoje
pego bem mais leve."
Golpe quase fatal Ele foi campeão pan-americano de
caratê em 99. Mas, por pouco, não ficou só na vontade. "Tive de parar totalmente
com o treino por duas semanas", conta Caio D'Elia, 26, ex-atleta da seleção
brasileira, hoje médico ortopedista. Por excesso de treinamento, ele teve uma
queda no rendimento, "o que me fez aumentar ainda mais o tempo e a intensidade
dos treinos". Consequências: queda de cabelo e alterações no sono por causa do
estresse. "Ainda bem que percebi a tempo e não tive nada mais grave."
Síndrome afeta crianças
"Poxa, pai, tô cansado... O professor me mandou nadar dez piscinas!" Se o garoto
em questão, de nove anos, não fosse filho do fisiologista do movimento Paulo
Zogaib, talvez continuasse a encarar as "piscinas" semanais. "O professor
percebeu que ele era bom e abusou na hora do treino. Tirei-o da aula", diz
Zogaib, com receio do overtraining, síndrome que cresce entre crianças.
Os responsáveis: pais e treinadores afoitos para transformar os pequenos em
atletas e a agenda estressante das crianças de hoje. "Elas vão à escola, ao
curso de computação, fazem balé, judô, e essa correria pode levar à síndrome",
alerta o médico. E, como dificilmente as pessoas associam os sintomas -os mesmos
dos adultos- à prática de exercícios, o overtraining passa desapercebido.
"O pai vê o filho irritado, mas não pensa que é pelo excesso de atividade
física", diz Fernanda Lima, médica do esporte do HC e da Bio Ritmo. Além disso,
criança não gosta de descansar, e o corpo acaba ficando sem o repouso
necessário, diz Zogaib.
Fonte: Folha On Line
Tabela de gasto calórico das diversas modalidades esportivas por minuto.
| Atividade | 50 Kg | 60 Kg | 70 Kg | 80 Kg |
| Ballet | 5.7 | 6.84 | 7.98 | 9.12 |
| Basquete | 6.9 | 8.28 | 9.66 | 11.04 |
| Caminhada | 4 | 4.8 | 5.6 | 6.4 |
| Capoeira | 8.5 | 10.2 | 11.9 | 13.6 |
| Ciclismo | 3.2 | 3.84 | 4.48 | 5.12 |
| Corrida | 9.7 | 11.64 | 13.58 | 15.52 |
| Dança | 8.4 | 10.08 | 11.76 | 13.44 |
| Escalada | 6.1 | 7.32 | 8.54 | 9.76 |
| Frescobol | 8.9 | 10.68 | 12.46 | 14.24 |
| Futebol | 6.4 | 7.68 | 8.96 | 10.24 |
| Ginástica Aeróbica | 4.2 | 6.04 | 5.88 | 6.72 |
| Handebol | 7.1 | 8.52 | 9.94 | 11.36 |
| Hidroginástica | 4.2 | 5.04 | 5.88 | 6.72 |
| Judô | 9.8 | 11.76 | 13.72 | 15.68 |
| Musculação | 3.5 | 4.2 | 4.9 | 5.6 |
| Natação | 7.8 | 9.36 | 10.92 | 12.48 |
| Pular Corda | 8.2 | 9.84 | 11.48 | 13.12 |
| Remo | 7.8 | 9.36 | 10.92 | 12.48 |
| Squash | 10.6 | 12.72 | 14.84 | 16.96 |
| Surfe | 5.7 | 6.84 | 7.98 | 9.12 |
| Tênis | 5.5 | 6.6 | 7.7 | 8.8 |
| Tênis de Mesa | 3.4 | 4.08 | 4.76 | 5.44 |
| Vôlei | 2.5 | 3 | 3.5 | 4 |
Fonte: Olympikus
Anabolizantes podem gerar peito de mulher em homem
Fenômeno chamado de ginecomastia, tem
aumentado 40% entre os jovens que
usam "bomba"
Ter um corpo bem
torneado e viril, com músculos à mostra, é uma das principais razões que levam
os homens a consumir esteróides anabolizantes. Mas o uso dessas "bombas" está
provocando um efeito colateral bem pouco masculino: o aparecimento de peitos,
fenômeno que é chamado de ginecomastia.
No homem, as glândulas mamárias são atrofiadas. Estimuladas pelos hormônios contidos nos anabolizantes, elas podem se desenvolver de forma antinatural. "Nos últimos anos, os casos de ginecomastia têm apresentado um aumento de 40% entre jovens de 16 a 25 anos que usam esteróides para ganhar massa muscular", afirma o cirurgião plástico Roberto Albuquerque Ribeiro, do Hospital Santa Paula.
Outro indício de
que as "bombas" estão deixando marcas indesejáveis no perfil dos homens é o
crescimento da procura masculina por mamografia e ultra-sonografia das mamas.
Esses são os exames necessários para diagnosticar a ginecomastia. "A onda das
academias aumentou a incidência do problema", afirma a radiologista Cristina
Longo, da URP Diagnósticos Médicos.
"Quanto mais
esteróides o paciente tomar, pior. O abuso só agrava o problema, aumentando as
chances do surgimento de câncer de mama", alerta a mastologista Maria Elizabeth
Mesquita, do Hospital Santa Paula.
Os peitos crescem
gradativamente. O primeiro sinal é um pequeno caroço em uma das mamas ou nas
duas. A ginecomastia também pode causar dores locais e até uma pequena produção
de leite. Mas, para os pacientes, o pior mesmo é o efeito psicológico
desencadeado pelo problema. "Eles ficam complexados e não querem tirar a camisa
na praia, por exemplo, e até escutam chacotas de que os peitos se desenvolveram
por causa da masturbação", explica o endocrinologista da Unifesp Antonio Roberto
Chacra.
O constrangimento
impede muitos de procurar ajuda profissional. Um dos pacientes de Mesquita não
teve coragem de contar nem para a namorada que suas mamas se desenvolveram
devido ao consumo de anabolizantes.
O estudante
Marcello Vieira, 23, não percebeu que suas glândulas mamárias estavam crescendo.
Ele só foi ao médico quando elas começaram a doer. Mesmo assim, Vieira afirma
não se arrepender de ter tomado anabolizantes por três anos. Seus peitos ainda
são pequenos, perceptíveis somente pelo tato, mas o estudante pretende fazer a
cirurgia e, depois, voltar a tomar as "bombas", cujo uso suspendeu. "Sem as
glândulas mamárias, o problema não vai voltar."
A cirurgia é o
único tratamento disponível para a ginecomastia (leia mais abaixo) e, de fato,
resolve o problema -dos peitos. Mas os anabolizantes podem gerar outros
distúrbios, como calvície, insônia, aumento da pressão arterial, impotência
sexual e até infertilidade temporária. "O uso indiscriminado atrofia os
testículos e provoca azoospermia, que é redução na produção de espermatozóides",
explica Chacra.
Além dos
anabolizantes, outros medicamentos feitos à base de hormônio também podem fazer
os peitos crescerem. É o caso dos bloqueadores hormonais empregados no
tratamento de câncer de próstata. De acordo com Mesquita, esses remédios causam
um desequilíbrio hormonal que estimula o desenvolvimento das glândulas
mamárias.
Cirurgia é a única alternativa
Por causa das
mudanças hormonais, há adolescentes que também enfrentam a ginecomastia, e, em
alguns desses casos, o quadro regride espontaneamente. Mas, quando o crescimento
das mamas masculinas é provocado pelo uso de anabolizantes, só há uma saída: a
cirurgia.
De acordo com os
especialistas, essa operação é bastante simples e demora, em média, uma hora. O
paciente toma anestesia geral e precisa "ficar de molho" por alguns dias.
A glândula mamária
e o excesso de gordura são retirados por meio de um pequeno corte semicircular
feito em volta do mamilo. A cicatriz é quase imperceptível.
Considerada corretiva, essa cirurgia é coberta pelos convênios médicos e também pode ser feita pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Fonte: Jornal de Brasília
Estudo mostra que dormir à tarde melhora capacidade mental
Típico dos climas quentes, o cochilo depois do almoço tem sido encarado como um hábito arcaico, incompatível com o ritmo da vida moderna. Pois um estudo da Universidade Harvard conseguiu reabilitar a sesta, mostrando que ela é um modo excelente para restaurar a capacidade intelectual.
A pesquisa envolveu 129 voluntários, que faziam um mesmo teste de percepção visual quatro vezes por dia, duas de manhã e duas à tarde. O desempenho individual piorava sensivelmente no decorrer do dia. No fim da tarde, era em média 52% menor. Mas quem dormia por meia hora entre o segundo e o terceiro testes, lá pelas 14 horas, chegava ao fim do dia com o padrão do meio-dia. Aqueles que podiam dar-se ao luxo de dormir uma hora inteira voltavam a se comportar no teste como no início da manhã.
O estudo indicou que é necessário dormir de verdade. Fechar os olhos e simplesmente descansar um pouquinho não faz efeito. Já está comprovado que o relógio biológico programa as pessoas para dois períodos de sonolência: o mais forte à noite, entre 22 horas e meia-noite, e um mais leve, no início da tarde, entre 14 e 15 horas.
Isso pouco tem a ver com questões culturais. Nos lugares quentes, até os animais evitam sair ao ar livre no horário em que o sol está a pino. "O padrão natural do homem seria sempre dormir no começo da tarde, se não fossem as pressões do mundo moderno", diz Rubens Reimão, neurologista do Hospital das Clínicas, em São Paulo.
Mesmo em países que não têm a chamada "cultura da sesta", pode-se estimar que pelo menos 20% da população durma durante um período da tarde. "O estudo de Harvard mostra que esse sono da tarde tem função importante no aprendizado", explica o neurologista. Agora é só convencer o patrão disso.
Vitamina C pode prevenir
derrame
Baixa concentração de vitamina C na corrente sangüínea pode ser
um fator de risco para a ocorrência de derrame, especialmente em indivíduos
hipertensos e obesos. É o que diz uma pesquisa da Finlândia, publicada pela
revista da Associação Americana de Cardiologia.
A partir da avaliação de 2.000 finlandeses, entre 42 e 60 anos de idade, os
pesquisadores concluíram que os homens que apresentaram baixas quantidades de
vitamina C na corrente sangüínea (o equivalente ao obtido com a ingestão de meio
copo de suco de laranja por dia) tinham duas vezes mais probabilidade de sofrer
algum tipo de derrame do que aqueles que apresentaram níveis normais (um copo de
250 ml de suco de laranja). O risco foi ainda maior entre os hipertensos e
obesos.
Uma das explicações para esses benefícios seria a de que a vitamina C impede o
entupimento das artérias e diminui a pressão sangüínea. No entanto, os
pesquisadores advertem que os resultados podem estar relacionados somente ao
fato de as pessoas que consomem mais vitamina C manterem hábitos de vida mais
saudáveis. Isso significa que o consumo da vitamina, isoladamente, não pode ser
considerada responsável pelos resultados do estudo.
Os benefícios da vitamina C foram documentados em estudos anteriores, segundo os
quais, o consumo de frutas e vegetais também diminui os riscos de problemas
cardíacos e câncer. Além disso, a substância possui efeitos antioxidantes e
fortalece o sistema imunológico.
Fonte: Galileu.globo.com
Saiba diferenciar gripe de resfriado
O estado gripal vem de súbito, provoca tosse seca e febre alta, variando de 38 ºC para cima.
Estamos nos aproximando do inverno e o vírus da gripe (influenza) já está causando suas vítimas. A partir deste mês, a tendência é que o número de casos de gripe aumente até atingir o ápice, em julho. A propósito, você sabe distinguir entre gripe e resfriado?".
Em geral, resfriado é uma doença mais leve que a gripe. Vai atacando gradualmente a pessoa, com tosses irritativas e dores e cansaço leves. Coriza e dor de garganta são comuns e a dor de cabeça ocorre raramente. Já a gripe vem de súbito – é praticamente possível distinguir a hora exata em que ela começou, provocando tosse seca, febre alta (38 ºC ou mais), dores musculares fortes, mal-estar geral.
Com pelo menos dois destes sintomas, já é possível ter praticamente 70% de certeza do diagnóstico de gripe. O período de incubação da gripe é de um a três dias e, no geral, os efeitos permanecem por uma semana, variando conforme o paciente.
E como você nunca sabe quando a gripe é "daquelas brabas", como se diz popularmente, o ideal é procurar orientação médica tão logo os sintomas se manifestem, aconselha o dr. João Toniolo Neto, geriatra e médico da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que lidera o projeto VigiGripe. De acordo com o médico, cerca de 15% da população é anualmente atingida pelo vírus influenza, que ataca todas as faixas etárias e é particularmente danoso aos idosos e àqueles que possuem doenças pré-existentes, como problemas cardíacos ou a diabetes.
"Estima-se que ocorram de 10 a 15 mil mortes por ano no Brasil por quadros iniciados pelo Influenza e que acabam derivando em pneumonias ou descompensando doenças crônicas, como as cardíacas ou a diabetes, ou outras pré-existentes", relata o dr. Toniolo em entrevista exclusiva a esta reportagem. Estas mortes ocorrem predominantemente entre os idosos.
A identificação precoce do Influenza permite a rápida administração dos antivirais, medicamentos recentemente descobertos e que são capazes de "parar" a gripe. Diferentemente dos conhecidos "antigripais", que tratam apenas os sintomas, os antivirais agem sobre uma partícula do vírus chamada "neuraminidase", que, segundo o dr. Toniolo, não se altera, apesar da característica altamente mutante que os vírus como os da gripe possuem.
"Se, nas primeiras 48h em que os sintomas da gripe se manifestam, o paciente administrar estas drogas inibidoras de neuraminidase, ele poderá impedir que o vírus se multiplique e a doença se manifeste com toda a sua força", explica o especialista.
Medidas preventivas para evitar este mal
Febre, dores no corpo, mal-estar e desânimo. Os sintomas da gripe são conhecidos e está comprovado que na mudança de clima e temperatura os vírus gripais (adenovírus e influenza, principalmente) encontram condições mais propícias de se fixarem no organismo. Não existe remédio contra a gripe, mas algumas medidas preventivas podem ser tomadas para tentar se livrar do incômodo. Evitar lugares muito fechados e com muita aglomeração de pessoas, se agasalhar e fazer uso de vitaminas A e C na prevenção.
De uma maneira geral, os estudiosos do assunto recomendam tantos as vitaminas concentradas comercializadas em farmácias naturalistas ou tradicionais quanto às encontradas nos alimentos. A vitamina C está contida nas frutas cítricas (laranja, mexerica, tangerina e acerola e a A nos alimentos corados como cenoura, beterraba e tomate). Para quem é pego de surpresa, a alternativa é tratar dos sintomas.
Uma simples gripe pode evoluir para a infecção bacteriana das vias aéreas superiores. É imprescindível a participação do médico para fazer o diagnóstico e receitar os medicamentos específicos, no caso antibiótico, se infecção bacteriana ocorrer. Cada tipo de infecção exige um critério e medicamentos adequados. A automedicação é absolutamente condenável. O antibiótico, além de ter que ser apropriado, deve ser ingerido durante o tempo determinado pelo médico. A interrupção precipitada faz com que a bactéria adquira resistência e a infecção se torne mais difícil de ser tratada.
O perigo maior é a passagem para um quadro de pneumonia. Este é um estágio mais grave e requer cuidado especial. As pessoas são acometidas de pneumonia quando são portadores na maioria das vezes de infecções bacterianas. Os perigos maiores são as extravagâncias e a falta de cuidado. O paciente com pneumonia não deve se expor a correntes de ar, deve estar sempre bem agasalhado e não pode ingerir alimentos gelados. O tratamento exige uso de antibióticos, repouso e hidratação oral (bastante água e sucos).
Se a gripe se prolonga por mais de uma semana ou é mal curada, pode-se desenvolver um quadro de sinusite. A doença se manifesta por causa de uma predisposição anatômica ou , porque o paciente é alérgico predispondo-se à instalação da bactéria. Os principais sintomas são a sensação de peso na cabeça ou na face, acompanhada de secreção catarral contínua.
O tratamento é feito com antibióticos e dura duas semanas. Algumas medidas ajudam na drenagem da secreção como a vaporização, o uso de descongestionantes nasais.
Novas armas contra os vírus
O aparecimento de novos tipos de influenza coloca em alerta a vigilância internacional da gripe, porque torna ineficaz a vacina disponível. Nessas situações, a doença tem de ser combatida com os novos antivirais, já que não há tempo para a elaboração e aplicação em massa de uma nova vacina.
Liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para obtenção através de receituário comum, desde maio, o medicamento Tamiflu (Fosfato de Oseltamivir), do Laboratório Roche, é apresentado como moderna fórmula contra a gripe, combatendo diretamente o vírus causador da doença.
Trata-se de uma das duas fórmulas disponível no mercado. Se administrado nos primeiros dois dias após o aparecimento dos sintomas, promete abrandar a severidade e reduzir a duração da gripe em 40%. Segundo o dr. Toniolo, existe também a droga Relenza, cujo nome genérico é Zanamivir e que possui a mesma propriedade.
Estes medicamentos atuam sobre uma das principais proteínas da superfície do vírus Influenza, a enzima chamada neuraminidase, já citada pelo dr. Toniolo. Ao inibir essa enzima, o medicamento faz com que o vírus não consiga atacar outras células. Desde seu lançamento, nos Estados Unidos, onde também há a versão pediátrica, o medicamento já foi utilizado por mais de 1,2 milhão de pessoas durante as duas últimas temporadas de gripe.
"A desburocratização no uso do medicamento, que é eficiente, nos ajuda a combater a gripe. A vacina e o medicamento são complementares nessa luta contra o vírus, com o Tamiflu agindo quando já houver a doença", completa o geriatra da Unifesp.
Fonte: Jornal de Brasília
Muita proteína deixa atleta desidratado
Um ponto a menos para o regime alimentar da moda. Uma dieta
baseada em altos níveis de proteína pode levar à desidratação, segundo os
resultados de um estudo divulgado no encontro Biologia Experimental 2002, em
Nova Orleans, nos Estados Unidos.
A pesquisa, apresentada pelo estudante de graduação William Forrest Martin, da
Universidade de Connecticut, nos EUA, comparou o grau de hidratação de cinco
atletas que competiam em provas de resistência física. Atletas de provas de
resistência são mais aptos a lidar com a desidratação que a média, o que
acentua o perigo para pessoas comuns.
Eles consumiram quantidades pequenas, médias e altas de proteínas em suas
dietas, durante quatro semanas. O objetivo não era emagrecer. Mas a quantidade
de proteína que cada um recebeu era proporcional ao seu peso e correspondia a
30% da ingestão de calorias diárias. A proporção é comparável à apregoada
pelas populares dietas de proteína.
Os atletas receberam de início 68 gramas por dia de proteína, depois 123
gramas, e mais tarde 246 gramas diárias. Conforme a quantidade de proteína
consumida aumentava, o nível de hidratação diminuía.
Quando os atletas consumiram proteínas em quantidades muito altas, eles
apresentaram anomalias nos testes que medem o funcionamento dos rins. A alta
concentração de proteína tornou a urina mais concentrada.
Os pesquisadores acreditam que o mecanismo da dieta funciona da mesma forma
tanto para atletas quanto para não-atletas: a
ingestão demasiada de proteínas requer um aumento na ingestão de líquidos.
Mas os atletas que participaram do estudo não notaram se sentiram mais sede e,
conseqüentemente, não beberam mais líquido conforme foi adicionada uma maior
quantidade de proteína à dieta.
A falta de reposição do líquido deixou os atletas desidratados, o que levou
os pesquisadores a alertar para a necessidade de acompanhamento do nível de
hidratação do corpo durante dietas com altas concentrações de proteínas.
Fonte: GloboNews.com